Fonte: Adamo
Bazani
O veículo deve circular por seis
meses e pode reduzir em até 75% consumo de diesel e 60 % o consumo total de
energia, garante a fabricante. Estação de recarga rápida fica no meio do
trajeto.
Por seis meses, os 2,2 mil
passageiros da linha Juvevê/Agua Verde, em Curitiba, que tem 22,4 quilômetros,
vão poder andar no modelo inédito de ônibus elétrico híbrido que foi
apresentado nesta quarta-feira, 29 de junho de 2016, na capital paranaense.
Os testes com passageiros a
bordo começam no dia 18 de julho.
Curitiba já tem em operação ônibus elétricos híbridos que possuem dois motores, um a combustão que gera energia e também movimenta o veículo e outro elétrico que opera até quando o ônibus alcança aproximadamente 20 km/h.
Curitiba já tem em operação ônibus elétricos híbridos que possuem dois motores, um a combustão que gera energia e também movimenta o veículo e outro elétrico que opera até quando o ônibus alcança aproximadamente 20 km/h.
Mas o modelo apresentado nesta
quarta-feira é elétrico híbrido plug-in, ou seja, permite a recarga de bateria
em pontos de embarque e desembarque de passageiros.
Estação de recarga rápida
fornece energia por dispositivo no teto do ônibus
Este processo é feito em estações de carregamento rápido da bateria do motor elétrico, que propiciam aos veículos maior tempo de operação em modo elétrico. O sistema faz parte de uma parceira global da Volvo com a Siemens.
Este processo é feito em estações de carregamento rápido da bateria do motor elétrico, que propiciam aos veículos maior tempo de operação em modo elétrico. O sistema faz parte de uma parceira global da Volvo com a Siemens.
A estação para recarga da
bateria foi instalada em um ponto de ônibus na pracinha da rua Menezes Dória,
no bairro Hugo Langue, próximo à Universidade Federal do Paraná, Setor de
Ciências Agrárias.
“O sistema reduz em até 75% o
consumo de diesel e a emissão de poluentes. Além disso, o consumo total de
energia do modelo é 60% menor que dos ônibus movidos a diesel, o que representa
um enorme ganho ambiental para a cidade.” – garante a Volvo, em nota.
A recarga da bateria do motor
elétrico é feita durante o tempo embarque e desembarque de passageiros e leva,
no máximo, 6 minutos para receber uma carga total. A estação carregamento de
alta potência foi desenvolvida e instalada pela Siemens.
Outra característica do
modelo, é que o ônibus pode operar em modo 100% elétrico em áreas definidas –
período em que não emite poluentes e é totalmente silencioso, e em modo híbrido
em qualquer parte do percurso.
Esta é a segunda geração de
ônibus de baixas ou zero emissões de poluentes da Volvo, que foi lançada em
2014. O modelo está em operação em cidades como Gotemburgo, Hamburgo,
Luxemburgo e Estocolmo. A primeira geração de híbridos é justamente dos ônibus
que circulam em Curitiba e são produzidos na planta da montadora na capital
paranaense. A terceira é do ônibus Volvo 100% elétrico, que ainda está em
testes na Europa.
A bateria do motor elétrico
híbrido, além de receber as recargas rápidas nas estações, também é carregada
com a energia regenerada pelas frenagens do veículo, como já ocorre com os
modelos híbridos no Brasil. O ônibus apresentado é do tipo padron, com
capacidade para 91 passageiros, entre sentados e em pé.
Lançado na Europa em 2014, o elétrico híbrido “plug in” é a segunda geração de ônibus híbridos da Volvo. |
O desempenho do novo híbrido
será comparado a outros dois ônibus com a mesma configuração e capacidade de
passageiro: um híbrido da primeira geração e um movido a diesel. Os três vão
circular na mesma linha e com as mesmas condições de intensidade de tráfego e
passageiros.
“Os testes de demonstração do
elétrico híbrido em Curitiba são a terceira fase do desenvolvimento do projeto
de eletromobilidade da Volvo na América Latina. A primeira fase foi o início da
produção e comercialização do híbrido convencional no Brasil, e a segunda a
demonstração do híbrido articulado que está em operação também em Curitiba.
Os dados dos veículos serão
monitorados por meio de telemetria, com o sistema de gerenciamento de frotas da
Volvo. O sistema oferece informações como consumo de combustível, emissão de
poluentes, distância percorrida no modo 100% elétrico e aproveitamento das
frenagens para recarga da bateria do motor elétrico. Além de dados de
quantidade de passageiros e segurança como frenagens, curvas e acelerações
bruscas.
Integrada ao gerenciamento de
frotas, o veículo possui ainda uma funcionalidade que permite definir as áreas
onde o ônibus vai operar no modo 100% elétrico e limitar sua velocidade máxima
onde há grande fluxo de pedestres. Nestas áreas, por exemplo, mesmo que o
motorista acelere, o veículo não ultrapassa a velocidade definida. A definição
da URBS para a operação do ônibus elétrico híbrido em Curitiba, é que ele
circule no modo 100% elétrico nas ruas de área calma onde a velocidade máxima é
de 40 km/h.” – explica nota da Volvo
Foi o projeto E-Bus,
desenvolvido pela Eletra, empresa brasileira especializada em veículos de
transporte urbano com tração elétrica, e as japonesas Mitsubishi Heavy
Industries e Mitsubishi Corporation. Ele é o primeiro
ônibus elétrico a baterias com 18 metros de comprimento no mundo.
A diferença é que o veículo
não tem motor a combustão, sendo 100% elétrico. A estação de recarga fica no
Terminal Metropolitano de Diadema.
Foram planejadas quatro
recargas rápidas de quatro minutos em média cada, ou uma recarga de dez minutos
a cada 50 quilômetros percorridos. Na garagem, o veículo recebe uma recarga
lenta de quatro horas.
As baterias e parte do sistema
foram feitas pela divisão brasileira e pela divisão japonesa da Mitsubishi.
Também uma parte do sistema e a integração dos equipamentos couberam à Eletra.